índices de estrutura de capital de uma empresa

Estrutura de capital de uma empresa: 4 cálculos simples para dominar os índices

Você sabe o que é a estrutura de capital de uma empresa e quais são seus principais índices? Através dos indicadores de estrutura de capital é possível analisar o modo como uma companhia equilibra suas fontes de financiamento e em que proporções estão os seus ativos imobilizados.

Muitos são os múltiplos que ajudam os investidores a realizarem análises fundamentalistas de empresas de capital aberto. O cálculo e análise dos índices de estrutura de capital de uma empresa se somam a isso para uma interpretação mais completa e profunda da realidade do caso estudado. Em outro artigo aqui no blog, fizemos a análise da WEG, uma das empresas mais valiosas da bolsa brasileira.

Como veremos no artigo de hoje, com cálculos bastante simples e com dados extraídos dos balanços patrimoniais divulgados trimestralmente, será possível calcular e entender e determinar bons parâmetros que podem auxiliar o investidor na tomada de decisões.

O que é a estrutura de capital de uma empresa na contabilidade?

O estudo da estrutura de capital de uma empresa permite identificar, na prática, como a empresa se financia, a composição do endividamento e proporção de imobilização de seus ativos. Também será possível analisar em que proporções a empresa depende de capitais de terceiros na sua operação. Com esses dados em mãos, a direção da empresa pode tomar importantes decisões sem perder de vista aspectos contábeis importantes. Tais decisões podem ser, por exemplo:

  • contrair mais dívidas de curto ou longo prazos;
  • aumentar ou reduzir a participação de capital de terceiros;
  • identificar oportunidades de crescimento;
  • tomar decisões sobre o uso de recursos em caixa para quitar obrigações;
  • entre outras;

Como calcular os indicadores de estrutura de capital?

Por meio de fórmulas bastante simples é possível calcular os índices da estrutura de capital de uma empresa com dados que são divulgados a cada três meses pelas empresas listadas em bolsa. Particularmente, eu gosto de fazer essa análise quando estudo um novo case para incluir na minha carteira e nos balanços anuais, para entender como anda a realidade da empresa de um ano para o outro.

Vamos conhecer e entender como são calculados os principais índices dessa estrutura!

1. Participação de capitais de terceiros

Para calcularmos a participação de capitais de terceiros, devemos identificar, no balanço divulgado, o total de passivo circulante e somar ao o total de passivo não circulante. Essa soma nos dará o que na contabilidade é chamado de exigível total. Daí, basta dividir o exigível total pelo patrimônio líquido. Confira no último item o que significa isso, na prática.

2. Endividamento

Na análise do endividamento, observaremos apenas a proporção do passivo circulante (obrigações de curto prazo) em relação ao patrimônio líquido.

3. Imobilização do patrimônio líquido

Este cálculo serve para a proporção do patrimônio líquido que foi destinada a financiar a compra do ativo não circulante subtraindo o ativo realizável a longo prazo.

4. Imobilização dos recursos não correntes

Com a imobilização dos recursos não correntes desejamos investigar qual a parcela dos investimentos, imobilizado e intangível em relação ao patrimônio líquido acrescido do passivo exigível a longo prazo.

Como fazer a análise da estrutura de capital de uma empresa?

Como relatamos anteriormente, após fazer o cálculo, prossegue-se à análise dos indicadores. É importante destacar que, em se tratando de análise fundamentalista, nenhum indicador deve ser analisado isoladamente. Os índices compõem um universo de ferramentas que confere ao investidor a capacidade de averiguar em mais detalhes a eficiência da direção da empresa.

Na prática, os índices querem dizer o seguinte:

  1. Participação de capital de terceiros: indica a dependência ou o risco de dependência de terceiros. Ou seja, o quão a empresa depende financeiramente de seus credores. Vimos que são somados os exigíveis de curto e longo prazo em relação ao patrimônio líquido. Essa dependência pode vir de empréstimos e financiamentos, que podem ser usados no operacional da empresa ou como fonte de expansão e crescimento.
  2. Endividamento: o objetivo desse cálculo é identificar a proporção entre obrigações de curto prazo em relação ao patrimônio líquido. Acima dos 50%, nos diz que a maior parte das dívidas de uma companhia são de curto prazo, o que pode representar um risco. Complementar a isso, podemos analisar a posição de caixa da empresa, de modo a verificar sua capacidade de honrar os compromissos, algo que vamos entrar em detalhes na sequência dessa série de artigos.
  3. Imobilização do patrimônio líquido: cabe aqui entender também a realidade da empresa analisada. No exemplo que demos (Weg), a companhia possui muitas máquinas e equipamentos. Então é natural que boa parte do seu ativo não circulante esteja imobilizado. Logo, esse índice vai refletir na dependência de capital de terceiros, que analisamos no primeiro tópico.
  4. Imobilização dos recursos não correntes: neste índice, vamos verificar se a empresa tem ou não risco de enfrentar problemas de solvência. Quanto mais baixo o resultado, menor é o risco. O número extraído da fórmula também nos confere a possibilidade de avaliar o nível da imobilização do capital próprio e do capital de terceiros.

Como você pôde perceber, são cálculos extremamente simples e com dados facilmente localizados nos balanços das empresas. Esse artigo faz parte de uma série de três textos que vamos apresentar sobre análise fundamentalista. Os próximos serão a respeito da liquidez de uma empresa e sobre como analisar a sua rentabilidade.

Essas três análises combinadas, conferem ótimas ferramentas na escolha de uma empresa para ser sócio. Fique atento às próximas publicações. Nesse meio tempo, aproveite para curtir a nossa página no Facebook!

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