5 livros que cultivaram meu interesse pela economia

Confesso que demorou muito tempo para que eu tomasse o devido gosto pela leitura. Felizmente ele chegou no a tempo de me presentear com vários assuntos e uma expansão da mente. Lia praticamente de tudo, desde fantasia até não-ficção.

Hemingway, Dumas, Garcia Márquez, Jack London e Julio Verne sempre foram os meus clássicos favoritos. Mas também apreciava livros de outra ordem, tais como históricos e de filosofia. Hobsbawm, Ferry e mitologia grega tem bastante lugar na minha biblioteca pessoal.

Então, descobri os livros sobre economia. Desde então, não consigo evitá-los. Aprender sobre o movimento dos mercados, teorias e modelos, econômicos, história econômica e o comportamento do consumidor são assuntos deliciosos demais para deixar passar.

Abaixo, listo alguns dos livros que li recentemente (ou não) que ocupam o lugar entre os meus favoritos.

Crash – uma breve história da economia (Alexandre Versignassi)

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Com essa obra, lançada pela editora Leya, o jornalista Alexandre Versignassi foi finalista do Prêmio Jabuti em 2012 e do Prêmio Esso em 2010. Redator-chefe da revista Superinteressante, ele traz um panorama histórico da evolução da moeda e das principais crises econômicas da história mundial.

Nesse livro, o leitor encontra o mesmo tom da revista em uma aula de economia despida do economês. O leitor sente, fora da linguagem técnica, que é capaz de entender como lidar com o dinheiro, por que as crises e bolhas ocorrem e que economia e história podem ser divertidas sim.

Antes de chegar ao Guia Politicamente Incorreto da História da Economia Brasileira, já havia lido todos os outros Guias do Leandro Narloch (da história do mundo, da história da América Latina e da história do Brasil).

Guia politicamente incorreto da economia brasileira (Leandro Narloch)

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O que Narloch faz brilhantemente é mostrar que a história é contada de um ponto de vista e traz muitas incongruências facilmente desmentidas por uma pesquisa documental mais apurada.

No Guia da Economia, também da editora Leya, ele se ocupa em questões como: O PT era contra o Bolsa Família; por que as mulheres realmente ganham menos do que os homens; a irrelevância dos sindicatos, entre outras.

O autor e a obra são muito perspicazes e, no mínimo, você deve entender que tem ao menos duas versões de um mesmo fato.

Novas ideias de economistas mortos (Todd Buchholz)

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Novas ideias de economistas mortos foi, na verdade o primeiro livro que li no universo econômico. Eu ainda era um aluno de graduação em jornalismo e comprei esse livro no impulso em uma promoção.

Eu buscava aprender mais sobre os pensadores clássicos da economia e esse livro entrega. O autor nos mostra que, mesmo 200 anos depois, modelos de Adam Smith, Malthus, Ricardo, Mill, Marx, Marshall e keynes continuam relevantes para entender a economia moderna.

Buchholz nos mostra como esses pensamentos foram moldados e oferece uma folga ao leitor das equações matemáticas, mostrando como os modelos impactam a vida real. É uma leitura essencial para compreender conceitos macroeconômicos.

Introdução à economia (N. Gregory Mankiw)

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Já na faculdade de ciências econômicas, estudar a obra de Mankiw é se debruçar mais a fundo nos conceitos de micro e macroeconomia, sem deixar de lado o caráter didático.

É uma obra que detalha ao estudante as principais engrenagens que movimentam a economia e como elas se relacionam.

Mankiw também deixa claro qual é o papel da política e dos formuladores de políticas públics e qual é a sua interferência no equilíbrio e no crescimento econômico.

Há muitos estudos de casos, reportagens gráficos e conceitos destacados que facilitam a assimilação do conhecimento.

A jogada do século (Michael Lewis)

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Livro fundamental para compreender a mais brutal crise econômica do século XXI: a crise imobiliária de 2008. Essa obra inspirou o filme A Grande Aposta, que teve 5 indicações ao Oscar e atores como Brad Pitt, Ryan Gosling e Christian Bale.

Lewis é um dos maiores nomes da literatura econômica atual e traz um olhar analítico, inteligente e articulado sobre o colapso de Wall Street em 2008.

Seu humor ácido não tenta enganar o leitor mostar que houve tanto fraude quanto irresponsabilidade dos players e como caras comuns aproveitaram uma oportunidade de ganhar muito dinheiro.

Minha lista de leitura para 2019

Esses são todos os livros de economia que me apaixonei em ler e vou revisitá-los sempre que possível. Sei que vão haver outros e essas indicações não vão parar de crescer. Na minha lista de leitura para esse ano já estão (comprados, inclusive):

Investidor buy & holder, co-fundador do Diário de Investimentos, jornalista (17.248/MG), fotojornalista, escritor, graduando em ciências econômicas, estrategista de conteúdo na área de Marketing Digital e especialista em gestão estratégica da comunicação e comunicação digital e mídias sociais.
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