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Quando vender as ações?

Se você já me acompanha há algum tempo, sabe que eu acredito firmemente que investimento em ações tem que ter o horizonte de longo prazo. Mas isso não quer dizer que você deve comprar suas ações e esquecer que elas existem. Inclusive recentemente fiz minha primeira venda, onde refleti muito sobre isso. Veja mais no final.

Pois, em um horizonte de dez anos, muitas coisas acontecem no meio do caminho que não podem ser ignoradas.

Pense: você não é o mesmo de dez anos atrás. Então, por que uma empresa seria? Elas são feitas de pessoas e estão inseridas em contextos econômicos e tecnológicos que estão em constante mudança.

Então, para responder ao questionamento, vou fazer um resumo aqui do que acredito que sejam os principais motivos para você fazer isso:

1) Os fundamentos mudaram

Infelizmente, ainda não temos o poder de prever o futuro. Existem situações e fatores de risco que não estão sob o nosso controle.

As coisas podem simplesmente mudar ao longo do caminho. Novos concorrentes, novos produtos e/ou serviços, mudanças tecnológicas significativas, mudanças na legislação vigente ou na administração da empresa são alguns pontos que, caso aconteçam de fato, podem fazer com que o crescimento esperado não seja mais factível.

Aqui, talvez seja um momento de dizer um “depois nos vemos!”.

2) Oportunidade melhor

Quando identificamos que existe outra empresa que possui um potencial maior ou que faça mais sentido para a relação risco vs retorno da carteira de ações, por que não fazer a substituição?

Muitas vezes, a posição que você tinha deixou de ser confortável em relação ao contexto econômico que está se desenhando, ou você apenas conseguiu identificar uma oportunidade maior e melhor em outra empresa.

Então, aqui talvez um “até breve!” seja pertinente – é importante ainda ficar de olho e monitorar as oportunidades.

3) O objetivo de investimento se concretizou

Ao realizar uma análise, levo em consideração todas as perspectivas da empresa, o setor em que está inserida, o plano de negócios… enfim, na análise fundamentalista fazemos uma projeção sobre o futuro para chegar a um valor que considero justo para a empresa.

Com o passar do tempo, as perspectivas e planos que as empresas tinham podem simplesmente se concretizar, ou seja, alcançar um valor muito próximo daquele que considero justo.

Nesse caso, o título se encaixa perfeitamente: “Valeu, foi bom, adeus”, mas é hora de partir para o próximo investimento.

E, ainda que investir em ações mexa bastante com a cabeça, não se esqueça: procure se orientar pela razão, e não pela emoção. No curto prazo, as variações dos retornos são grandes e podem abalar inicialmente, mas, no longo prazo, elas basicamente são eliminadas.

Quando fizer o investimento em ações viva aquela história, use o tempo como seu aliado, mas, se perceber que o relacionamento não tem mais futuro, se alguma coisa mudou ou se não faz mais sentido para você, não sofra! “Valeu, foi bom, adeus!” Esteja aberto a novas oportunidades!

Ficou curioso com minha primeira venda de ações?

Se você chegou até aqui quer saber mais sobre por que vendi minhas primeiras ações. Isso aconteceu por dois motivos, uma oportunidade de retorno maior, e o objetivo se concretizou. Duas das três citadas acima.

Minha ação que foi vendida, chegou à mais de 100% de retorno, isso foi o suficiente para que eu tirasse 1/3 do que tinha para adicionar um novo ativo na carteira com um maior potencial.

Neste trecho dei uma dica importante, não quer dizer que você precisa sair completamente. Se você acredita nela ainda, pode tirar parte do lucro para se juntar à outras. O importante é acompanhar e analisar se sua posição ainda faz sentido em relação risco e retorno. Este é o espirito Buy and Hold raiz, uma vez comprado, seguiremos firmes na decisão.

Brasileiro, investidor curioso de renda variável, professor de pós-graduação na PUC Minas e UNIPAC na área de Marketing Digital, atua como Consultor de Marketing Digital atendendo empresas de diversos portes e também trabalha com gestão de CRM e funil de marketing e vendas. Tem formação em Business Marketing pela Ohio University, Gestor de Pessoas e Especialista em Desenvolvimento Web pela PUC Minas e Produtor Multimídia pela UniBH. No tempo livre é fotógrafo, viajante no mundo e praticante de esportes radicais. Também é criador do Aplicativo Tricks (Guia Radical), blogueiro no CV do Fábio, Diário de Investimentos e fundador do Curso de Digitação Online e da Digitow. Site do Fábio G. Silva
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