Anunciado oficialmente em 2023, o DREX — que representa o Real Digital — vai muito além de um simples avanço tecnológico. Ele simboliza um novo estágio do sistema financeiro nacional, onde agilidade, rastreabilidade e inclusão caminham juntas.
A proposta é unir o que há de melhor nas criptomoedas e na infraestrutura bancária tradicional, mas com segurança regulada e respaldo institucional. Entenda o que é esse recurso, quem criou, como ele vai funcionar, quando será lançado e como pode afetar seu dia a dia.
O que é o DREX (Real Digital)?
É a moeda digital criada pelo Banco Central do Brasil para modernizar o sistema financeiro e aproximar o dinheiro das tecnologias digitais. Então, ele representa uma versão do real que existe apenas em formato eletrônico, com o mesmo valor e lastro do dinheiro físico.
Essa inovação é parte de uma tendência mundial de moedas digitais emitidas por bancos centrais, conhecidas como CBDCs, que buscam unir praticidade, segurança e inclusão financeira.
Diferente das criptomoedas privadas, ele é regulado e supervisionado pelo Banco Central, garantindo que todas as transações sigam as normas de segurança e transparência.
Assim, isso significa que o cidadão poderá movimentar valores digitais com a mesma confiança que tem ao usar o real, mas com muito mais velocidade e integração tecnológica.
Quem criou o DREX e como o projeto foi desenvolvido?
Ele foi criado pelo Banco Central do Brasil em parceria com instituições financeiras, fintechs e empresas de tecnologia.
Desse modo, o objetivo foi desenvolver uma moeda digital nacional que mantivesse a credibilidade do real, mas com recursos tecnológicos equivalentes aos sistemas de ponta usados em outros países.
Grupo de trabalho do BC e diretrizes iniciais
O Banco Central iniciou o projeto em 2020, criando um grupo de trabalho multidisciplinar para estudar a viabilidade do Real Digital. Dessa forma, esse grupo reuniu especialistas em economia, tecnologia e segurança da informação, que desenharam as diretrizes de operação da nova moeda.
Entre as diretrizes principais estavam a interoperabilidade com o sistema financeiro atual e o uso de uma infraestrutura de registros distribuídos, garantindo transparência e, ainda mais, rastreabilidade em tempo real.
Fases de evolução e anúncios oficiais
Em 2023, o BC anunciou oficialmente o nome e iniciou a fase piloto com instituições selecionadas. Assim, nessa etapa, foram testadas transações entre bancos e simuladas operações com carteira de ativos tokenizados, como títulos públicos e imóveis digitais.
Esse processo foi fundamental para verificar a segurança e a viabilidade técnica do sistema antes do lançamento ao público.

Como o DREX vai funcionar na prática?
Ele funcionará como uma versão digital do real, movimentada por meio de carteiras eletrônicas integradas aos bancos e fintechs.
Desse modo, utilizará uma tecnologia de registro distribuído (DLT) semelhante ao blockchain, mas controlada pelo Banco Central, o que garante segurança e confiabilidade.
Arquitetura técnica e funcionamento digital
A base tecnológica do DREX permitirá transações instantâneas e transparentes. Em vez de circular fisicamente, o dinheiro existirá apenas como um registro digital criptografado. Então, essa estrutura elimina intermediários desnecessários e reduz custos operacionais.
- Segurança reforçada com autenticação criptográfica;
- Registros rastreáveis e auditáveis;
- Transações instantâneas e programáveis;
- Integração com plataformas de tokenização.
Papel das instituições financeiras intermediárias
Os bancos e fintechs terão papel essencial no ecossistema do real digital, pois serão os responsáveis por converter o real tradicional. Portanto, eles atuarão como pontes entre o cidadão e o Banco Central, oferecendo carteiras digitais e serviços baseados na nova moeda.
Essa intermediação garante que o sistema permaneça regulado e seguro, evitando fraudes e assegurando que todas as movimentações sejam devidamente registradas.
Quando se lançará o DREX no Brasil?
O BC vai lançá-lo oficialmente entre 2025 e 2026, dependendo dos resultados dos testes em andamento. Afinal, o Banco Central prioriza a segurança e a estabilidade do sistema antes de disponibilizá-lo para o público.

Quais impactos o DREX trará para a economia e o sistema financeiro?
Ele tem potencial para remodelar o sistema financeiro brasileiro. Dessa forma, permitirá que bancos, fintechs e empresas criem novos produtos e serviços baseados em tecnologia digital.
Transformações esperadas nos bancos e fintechs
As instituições financeiras precisarão se adaptar a uma economia mais transparente e tecnológica. Assim, isso inclui desenvolver novas soluções baseadas em contratos inteligentes e tokenização de ativos.
Efeitos econômicos
Poderá aumentar a eficiência das transações e diminuir custos operacionais, impactando diretamente o crédito, o consumo e os investimentos no país.
O que mais saber sobre o DREX?
Veja outras dúvidas sobre o tema.
1. O que é exatamente o DREX e qual sua diferença para o real tradicional?
É a versão digital do real, criada pelo Banco Central do Brasil. Ele não substitui o dinheiro físico, mas o complementa. A principal diferença é que ele existe apenas em formato digital, emitido e garantido pelo próprio BC.
2. Quem pode usar o DREX e como se fará a conversão do real físico para o digital?
Ele será acessível a todos os brasileiros por meio de bancos, fintechs e instituições financeiras autorizadas. Essas entidades farão a intermediação entre o cliente e o Banco Central.
A conversão funcionará como uma troca direta: o usuário envia reais da sua conta tradicional e recebe o mesmo valor dentro de sua carteira digital. Essa operação será instantânea e sem perda de valor.
3. O DREX vai substituir o Pix, os cartões e o dinheiro em espécie?
Não se criou esse recurso para substituir o Pix ou o dinheiro físico, mas para oferecer novas possibilidades. O Pix é uma ferramenta de pagamento, enquanto o real digital é uma infraestrutura monetária completa, capaz de viabilizar contratos inteligentes, tokenização de ativos e transações automatizadas.
4. Quando se lançará oficialmente o DREX no Brasil?
Segundo o Banco Central, ele está em fase de testes piloto, com previsão de lançamento gradual entre 2025 e 2026. A implementação completa depende dos resultados da fase experimental e da aprovação de diretrizes de segurança e privacidade.
5. Quais serão os impactos do DREX na economia e no dia a dia das pessoas?
Ele promete democratizar o acesso a serviços financeiros, reduzir custos de transações e acelerar a digitalização da economia. Com ele, será possível tokenizar bens, emitir contratos inteligentes e realizar transferências instantâneas e seguras.
Resumo desse artigo sobre DREX
- O DREX é a versão digital do real, criada pelo Banco Central do Brasil;
- Ele funcionará com tecnologia de registro distribuído (DLT), garantindo segurança e rastreabilidade;
- O lançamento está previsto entre 2025 e 2026, após fases de testes e ajustes;
- Entre os benefícios estão agilidade, inclusão financeira e redução de custos;
- Apesar das vantagens, ainda há desafios de segurança e privacidade para superar.
