Espiga de arroz em campo iluminado pelo pôr do sol

O investimento em CRA de empresas inovadoras vale a pena?

O investimento em CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) tem ganhado atenção de quem busca diversificação e rentabilidade acima da renda fixa tradicional. 

Neste artigo, vamos analisar em detalhes o que são os CRAs, explorar suas vantagens e desvantagens e comparar com outras aplicações.

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O que é investimento em CRA?

CRA é um título de crédito que representa direitos creditórios originados no agronegócio. Nesse sentido, esses títulos são emitidos por securitizadoras para financiar produtores rurais e empresas do setor. 

Além disso, o investimento em CRA permite diversificar a carteira com um produto de renda fixa atrelado ao agronegócio. Por fim, é fundamental entender seus mecanismos antes de aplicar.

Em geral, as características principais do CRA são:

  1. Emissão por securitizadoras com lastro em recebíveis do agronegócio;
  2. Remuneração prefixada, pós-fixada ou híbrida;
  3. Isenção de imposto de renda para pessoas físicas;
  4. Ausência de cobertura do FGC;
  5. Prazos que variam de médio a longo prazo.

Como definir o que é CRA?

CRA é, portanto, um certificado que transforma dívidas rurais em ativos negociáveis no mercado financeiro. 

Em outras palavras, ao comprar um CRA, o investidor antecipa o recebimento de créditos que empresas do agronegócio têm a receber. Assim, o emissor utiliza os recursos captados para financiar operações no campo, enquanto o investidor busca rentabilidade.

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Como funciona o investimento em CRA?

O funcionamento do CRA baseia-se na cessão de recebíveis agrícolas a uma securitizadora que emite os títulos. Logo após essa cessão, os títulos são ofertados no mercado para investidores interessados em como investir em CRA. 

Em seguida, o investidor adquire o CRA e passa a receber os pagamentos realizados pelos devedores, conforme o prazo e a forma de remuneração acertados. Além disso, o fluxo de caixa do ativo depende diretamente do pagamento pontual dos produtores ou empresas envolvidas.

Mecanismo de remuneração

A remuneração pode ser definida de três formas: prefixada, quando a taxa é acordada no momento da compra; pós-fixada, quando varia conforme um índice de referência; e híbrida, combinando taxa fixa com variação de índice. Desse modo, cada opção atende a perfis diferentes de tolerância a risco e objetivos de retorno.

	Aperto de mãos entre duas pessoas em uma plantação
O CRA é um título de crédito lastreado em direitos creditórios do agronegócio, emitido por securitizadoras para financiar produtores rurais e empresas do setor.

Quais são os tipos de investimento em CRA?

Os tipos de CRA variam conforme a forma de remuneração e o lastro do título. Portanto, conhecer as características de cada modalidade ajuda na escolha mais adequada ao seu perfil de investidor. A seguir, detalhamos as classificações mais comuns.

CRA prefixado

Nesse caso, a taxa de juros é definida no momento da emissão, garantindo previsibilidade de retorno. Assim, o investidor sabe exatamente quanto vai receber ao final do prazo.

O CRA pós-fixado

Aqui, a remuneração varia de acordo com um índice de mercado, como o CDI ou a inflação. Por isso, a rentabilidade só é conhecida ao término, mas costuma acompanhar melhor as oscilações da economia.

CRA híbrido

Combina parte de taxa prefixada com outra pós-fixada. Dessa forma, o investidor obtém alguma previsibilidade e, ao mesmo tempo, participa da valorização de índices econômicos.

Quais são as vantagens do investimento em CRA?

O investimento em CRA oferece benefícios atrativos, especialmente para quem busca diversificação e otimização de carteira. Em primeiro lugar, há a isenção de imposto de renda para pessoas físicas, o que aumenta a rentabilidade líquida. 

O CRA, ainda mais, pode proporcionar ganhos superiores a outras aplicações de renda fixa. Finalmente, o lastro em recebíveis do agronegócio pode atrair quem deseja apoiar o setor rural.

Benefícios fiscais e de diversificação

Para ilustrar, imagine que você busque uma aplicação livre de IR: o CRA atende a esse requisito e ainda permite incluir um produto atrelado ao agronegócio. Como resultado, seu portfólio fica mais equilibrado, reduzindo o risco concentrado em ativos de um único setor.

  1. Isenção de IR para pessoas físicas;
  2. Potencial de rentabilidade acima do CDI;
  3. Apoio ao agronegócio nacional;
  4. Menor correlação com o mercado de renda fixa convencional;
  5. Opções de prazos variados.

Quais são os riscos do investimento em CRA?

Todo investimento envolve riscos, e no caso do CRA há três principais: crédito, liquidez e falta de garantia pelo FGC. Assim, é importante avaliar a qualidade do emissor e do lastro antes de aplicar. Caso contrário, a rentabilidade pode não compensar a exposição.

Risco de crédito

Esse risco ocorre quando a empresa emissora ou o devedor atrasam ou deixam de pagar os recebíveis. Logo, ratings elevados e lastros sólidos reduzem essa probabilidade.

O risco de liquidez

Em geral, o mercado secundário de CRA é menos líquido que o de títulos públicos ou CDBs. Consequentemente, resgatar antes do vencimento pode implicar em deságio.

Ausência de cobertura do FGC

Diferentemente de CDBs e LCIs, os CRAs não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos. Portanto, em caso de inadimplência do emissor, o investidor fica exposto.

  • avaliar ratings de crédito;
  • conferir histórico financeiro da securitizadora;
  • ler atentamente o prospecto e o contrato;
  • considerar prazos e condições de negociação;
  • planejar a necessidade de liquidez futura.

O investimento em CRA de empresas inovadoras vale a pena?

Investir em CRAs de empresas inovadoras pode trazer maior potencial de retorno, mas também aumenta a complexidade na avaliação de risco. Inicialmente, essas empresas tendem a ter fluxos de recebíveis mais voláteis. 

Ao apoiarem soluções disruptivas no agronegócio, no entanto, elas podem gerar ganhos superiores aos CRAs tradicionais. Portanto, a chave é equilibrar portfólio com títulos de maior segurança e CRAs inovadores para potencializar resultados.

Potencial de retorno em empresas inovadoras

Empresas que desenvolvem tecnologias de precisão agrícola ou biotecnologia podem apresentar crescimento acelerado, refletindo-se nos recebíveis. Dessa forma, seus CRAs podem oferecer taxas mais atraentes em comparação a emissores convencionais.

	Moedinhas com plantas crescendo sobre elas, simbolizando crescimento financeiro sustentável
Investir em CRAs de empresas inovadoras pode oferecer retornos maiores, mas exige análise de risco mais complexa devido à volatilidade dos recebíveis.

Como investir em CRA passo a passo?

Para iniciar o como investir em CRA, siga um processo estruturado que reduz erros e aumenta as chances de sucesso. Primeiro, abra conta em uma corretora de confiança. 

Em seguida, analise cuidadosamente o prospecto e o lastro dos títulos. Por fim, realize a compra na quantidade e no momento ideais para seu planejamento financeiro.

Abrir conta em corretora

Busque uma corretora com boa reputação e plataforma de negociação eficiente. Isso facilita a pesquisa e a execução das ordens de compra.

Analisar prospecto e lastro do título

Leia o prospecto completo: verifique taxas, prazos, garantias e fluxo de recebíveis. Caso haja dúvidas, consulte um assessor de investimentos.

Realizar a compra do CRA

Defina valor e quantidade conforme seu objetivo, acompanhe as cotações e envie a ordem de compra. Assim, após a liquidação, o CRA ficará registrado em sua custódia.

  1. Escolher corretora regulada pela CVM;
  2. Validar condições do prospecto;
  3. Confirmar detalhes de custódia e liquidação;
  4. Monitorar prazos e datas de pagamento;
  5. Rebalancear carteira periodicamente.

O que mais saber sobre investimento em CRA?

Agora, veja outras dúvidas sobre o tema.

Qual é o valor mínimo para investir em CRA?

Em geral, os CRAs exigem aportes a partir de R$ 1 mil, mas o valor mínimo pode variar conforme o emissor e a corretora, podendo chegar a R$ 5 mil em algumas ofertas.

O CRA é garantido pelo FGC?

Os CRAs não contam com a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos. Desse modo, é fundamental avaliar a qualidade do lastro e a reputação da securitizadora antes de investir.

Qual a rentabilidade média do CRA?

A rentabilidade depende do tipo de CRA (prefixado, pós-fixado ou híbrido), mas costuma variar entre 100% e 120% do CDI para CRAs pós-fixados e taxas prefixadas entre 8% e 12% ao ano, dependendo do emissor e do prazo.

Que perfil de investidor é indicado para CRA?

Os CRAs costumam atrair investidores de perfil moderado a arrojado, que buscam diversificar a carteira com ganhos superiores à renda fixa tradicional e têm tolerância ao risco de crédito e liquidez.

Como avaliar o risco de crédito e a qualidade do lastro de um CRA?

Para isso, analise o rating concedido pelas agências de risco, verifique o fluxo de recebíveis que compõe o lastro e pesquise a solidez financeira da securitizadora.

Resumo desse artigo sobre investimento em CRA

  1. Definição de CRA: títulos lastreados em recebíveis do agronegócio, com remuneração prefixada, pós-fixada ou híbrida;
  2. Vantagens principais: isenção de IR para pessoas físicas, diversificação, potencial de rentabilidade superior;
  3. Principais riscos: crédito, liquidez e ausência de cobertura do FGC; avalie ratings e lastro;
  4. Como investir: abra conta em corretora, analise prospecto e realize ordens de compra com planejamento;
  5. Investimento em CRA inovadores: maior potencial de retorno, mas exige avaliação aprofundada do fluxo de recebíveis e modelo de negócio.

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